domingo, 6 de setembro de 2026

06.09.2026 - TRIESTE

Hoje estamos dando início a uma nova viagem. Intitulei a mesma de Trieste pois foi o primeiro destino pensado ao programar  o passeio. Chegaremos em Veneza, na Itália, de onde partiremos de carro para o norte. Não conhecemos Bolzano, então... Até lá, por certo teremos muitas no mm belezas naturais com as Dolomitas como pano de fundo. 

Na seqüencia iremos até Udine, igualmente nunca visitada por nós. De lá, o próximo destino será Trieste, onde nunca estivemos. Entrementes faremos incursões pela Eslovênia e pela Croácia, principalmente pela região da Ístria, que não chegamos conhecer quando lá estivemos há alguns anos atrás. Fechando o círculo, faremos o retorno inverso até chegar em Veneza para o regresso. 

Serão trinta (30) dias. Na Eslovênia e na Croácia. o idioma será um obstáculo a ser transposto, mas...

Faremos postagens em forma de diário, como o fizemos nas vezes anteriores. 

Familiares e amigos poderão nos acompanhar por este meio, uma vez que não pretendemos divulgar nossas atividades viajeiras nas redes sociais. 

A que vier conosco, gratos pela companhia.

sábado, 28 de setembro de 2024

28.09.2024 - MADRI

A viagem está chegando ao fim. É preciso tirar o pé do acelerador e programar atividades mais leves. Ontem adquirimos os ingressos para conhecer um palácio maravilhoso, o Palácio de Linares.


Este palácio do século XIX, localizado na Praça de Cibeles, é a atual sede da Casa de América . A construção começou em 1877 para servir de residência aos Marqueses de Linares, que viviam no palácio desde 1884, embora a decoração interior só tenha sido totalmente concluída em 1900.

A construção foi obra de Carlos Colubí, Adolf Ombrecht e Manuel Aníbal Álvarez. É constituída por quatro pisos (cave, mezanino, piso principal e terceiro piso) mais uma subcave. A decoração é inspirada em vários estilos, desde os luxuosos Luís XV e Luís XVI ao pomposo Rococó ou ao sóbrio Luís Filipe. Todos os quartos estão decorados com requintado gosto: tapeçarias da Fábrica Gobelin, tectos decorados com abundantes talha dourada e pinturas mitológicas, pavimentos em madeira exótica, candeeiros franceses, tapetes da Real Fábrica de Tapeçarias, sedas chinesas para a sala oriental, vários panneaux decorados com ricos tecidos bordados. A sua fachada combina elementos decorativos de estilo francês e italiano.

A qualidade dos seus mármores e das suas pinturas murais, bem como a riqueza dos seus tecidos e tapetes, bronzes, candeeiros, mosaicos e marcenarias, constituem um dos conjuntos mais bem preservados da arquitectura oitocentista do século XIX em Espanha. (Fonte: https://www.esmadrid.com)


Por não estar muito distante de casa, fomos caminhando até lá, embora a baixa temperatura nesta manhã de outono. As visitas são guiadas com um grupo de no máximo trinta (30) pessoas.





A visita tem a duração de uma (1) hora. Portanto, poderíamos aproveitar o tempo para outra atividade complementar. Decidimos conhecer o Teatro Real de Madri, que ontem e hoje abriu suas portas para visitação gratuitamente e em horário restrito: das 10,00 às 14:00hs. Muita gente teve o mesmo pensamento que o nosso. Para ingressar, teríamos uma imensa fila para enfrentar. Desistimos. 

Era chegada a hora do almoço e o restaruante mais antigo do mundo, o Sobrino de Botín não era distante para uma nova caminhada. 


Fomos até lá e nova decepção! Filas de espera para almoçar. 


Seguimos em frente até o Pulperia de Victória, cujo carro-chefe é polvo. Almoçamos por lá e voltamos para casa. Amanhã, começaremos a arrumar as malas para o retor o.




sexta-feira, 27 de setembro de 2024

27.09.2024 - MADRI

Havíamos programado visitar o Museu Sorolla. Havia uma fila enorme, então fiquei sabendo que o sistema de venda de ingressos, e outros serviços não estava funcionando. Não havia previsão de retorno à normalidade. Deixamos para amanhã, seguindo a orientação da pessoa que estava coordenando o caos.

Então, decidimos conhecer o Museu Nacional de Artes Decorativas, não muito distante


Situado entre o Paseo del Arte e El Retiro , este museu criado em 1912 é um local de aprendizagem para artesãos, fabricantes, artistas e conhecedores das artes industriais, seguindo um conceito semelhante ao que incentivou o lançamento de outros museus do. do mesmo tipo, como o South Kensington Museum (hoje Victoria and Albert Museum) em Londres, e o Musée des Arts Dècoratifs em Paris.

Atualmente, embora a maior parte das suas peças sejam espanholas, existe um importante acervo de origem estrangeira, que tenta refletir as relações artísticas e as importações de objetos do quotidiano e de luxo ao longo dos séculos. Especialmente importante é a coleção de arte oriental , cujo núcleo provém da coleção estimada por Carlos III para o Gabinete de História Natural. As artes decorativas ocidentais são as mais abundantes e incluem artes do fogo (cerâmica, faiança, porcelana, vidro), mobiliário, têxteis, ourivesaria e metalurgia, marfins, cordobans e guadamecíes, presépios, trabalhos em papel e alguma pintura e escultura.

No Museu Nacional de Artes Decorativas são recriados diferentes ambientes, desde a sala de estar medieval à sala de jantar contemporânea, passando pelo estilo gótico, renascentista, rococó, império, modernista e um longo etc. Entre os espaços mais surpreendentes, ocupa um lugar especial uma cozinha valenciana do século XVIII, totalmente revestida a azulejos. (Fonte:esmadrid.com)


Algumas imagens do acervo do museu:











Depois, passamos na Casa de América para adquirir ingressos para conhecer o Palácio Linares. As visitas além de limitadas são guiadas. Conseguimos ingressos para amanhã.

Fomos almoçar num restaurante perto de casa e depois resolvemos descansar.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

26.09.2024 - MADRI

Hoje foi dia de museu. Uma caminhada de uns quinhentos (500) metros e chegamos ao  Museu Nacional Thyssen-Bornemisza. No caminho, o registro do outono dando sinais da sua chegada.



Localizado no Paseo del Arte, a sua coleção permanente percorre a história da pintura europeia desde a Idade Média até ao final do século XX.


Museu Thyssen-Bornemisza
Pela variedade e riqueza dos seus fundos, com mais de 1000 obras de arte, é recomendável começar a visita pela parte da coleção que mais nos interesse. Os primitivos italianos, o Renascimento alemão, a pintura americana do século XIX, o impressionismo, o expressionismo alemão e o construtivismo russo são as escolas e os movimentos mais amplamente representados no museu.

A coleção

A coleção do Museu Thyssen-Bornemisza tem o seu ponto forte no que são talvez as maiores carências dos outros museus de Espanha. A pintura do Trecento (século XIV em Itália) com a obra de Duccio de Buoninsegna, Cristo e a samaritana, ou a escola primitiva flamenca com o Díptico da Anunciação, uma grisaille (pintura que imita a escultura) de Jan Van Eyck, formam o centro da coleção de arte do período tardio medieval. O museu conta também com uma requintada seleção de retratos do século XV, entre os quais se destacam o de Giovanna Tornabuoni de Ghirlandaio, e O cavalheiro desconhecido, obra de Carpaccio. Pintores como Durero, Caravaggio, Rubens, Frans Hals ou Canaletto ajudam-nos a compreender os caminhos que a arte percorre entre os séculos XVI e XVIII.

A paisagem e a pintura de género, temas especialmente frequentes da escola holandesa do século XVII e da pintura norte-americana do século XIX, estão bem representadas nas salas do museu. Esta mesma temática está também patente nas obras dos pintores românticos como Friedrich, dos impressionistas como Monet e Degas e dos pós-impressionistas como Gauguin e Van Gogh, todos presentes na coleção do museu.

O museu possui também destacadas obras representativas das vanguardas artísticas do século XX, como o fauvismo, o expressionismo, o surrealismo, o abstracionismo e a pop art, entre as quais se destacam Arlequim com espelho, de Picasso, Pintura com três manchas n.º 196, de Kandinsky, Sonho causado pelo voo de uma abelha em volta de uma romã um segundo antes de despertar, de Salvador Dalí, O galo, de Chagall, Quarto de hotel, de Hopper e Mulher no banho, de Lichtenstein.

Atualmente, a coleção Thyssen-Bornemisza encontra-se distribuída pelo segundo piso, dedicado aos Mestres Antigos até aos inícios do século XIX, e pelo primeiro piso, onde se reúne a obra dos Mestres Modernos, desde o impressionismo até ao século XX.

O piso térreo do museu, com acesso próprio situado no início do hall de entrada, alberta a nova instalação de 180 obras da coleção Carmen Thyssen.

O barão Heinrich

Cedida primeiro como empréstimo por um período de nove anos e meio, e adquirida em 1993 pelo estado espanhol, a coleção do museu é o fruto da paixão colecionista do falecido barão Hans Heinrich Thyssen-Bornemisza e do seu pai, o barão Heinrich.

O barão Heinrich iniciou a coleção nos anos 20, e conseguiu reunir perto de 525 quadros. Depois da sua morte, em 1947, as obras foram repartidas pelos seus herdeiros, e o seu filho, o barão Hans Heinrich Thyssen-Bornemisza, dedicou-se a reuni-la novamente, adquirindo as obras aos seus parentes.

Villa Favorita – adquirida pelo seu pai para albergar a coleção na localidade suíça de Lugano – tornou-se pequena para este propósito, e o barão decidiu procurar uma nova localização para a sua coleção. A proximidade do Museu do Prado e a qualidade do edifício que lhe foi cedido pelo estado espanhol levou o barão a decidir-se por trazer a coleção para o Palácio de Villahermosa de Madrid, um edifício de finais do século XVIII reabilitado por Rafael Moneo.

A coleção Carmen Thyssen-Bornemisza

Depois do acordo assinado em fevereiro de 2022 entre os barões Carmen e Borja Thyssen-Bornemisza e o Ministério de Cultura e Desporto de Espanha para o arrendamento de parte da sua coleção ao museu, que estabelece a permanência no museu, por um período de quinze anos, de uma ampla seleção de obras de artistas de todo o mundo, com direito de aquisição ao finalizar este período, a Coleção Carmen Thyssen apresenta-se com uma nova instalação no piso térreo do museu, com acesso direto desde o hall central. Esta nova localização e o discurso expositivo adotado permitem redescobrir a coleção de uma forma mais coerente e global, seguindo um percurso cronológico que vai da pintura holandesa do século XVII até à arte do século XX.

A Coleção Carmen Thyssen nasceu como uma continuação natural da coleção histórica familiar, sendo atualmente uma das coleções privadas mais importantes do mundo. Foi apresentada ao público pela primeira vez em 1996, no Museu Nacional Thyssen-Bornemisza, precisamente nas mesmas salas que agora ocupa a nova instalação. A esta exposição, que se intitulou De Canaletto a Kandinsky. Obras-primas da coleção Carmen Thyssen-Bornemisza, seguiram-se várias apresentações por todo o mundo, da China aos EUA, passando pelo Japão, México, Suíça, Bélgica e Alemanha, além de várias cidades espanholas, até à sua instalação no primeiro e segundo pisos da ampliação do museu madrileno, em 2004. (Fonte: https://www.esmadrid.com/pt/informacao-turistica/museu-nacional-thyssen-bornemisza).


Finda a visita fomos até as proximidades do Mercado San Miguel. Nosso objetivo era conhecer o restaurante, “El Mesón del Champiñón” fundado em 1964. Estava lotado e sem mesas disponíveis, mas seguindo o sistema espanhol de "tapas", fomos pedindo as porções e bebidas encostados no balcão, tal como faziam outros clientes. Uma delícia!



No retorno para casa fomos registrando em fotos alguns prédios bonitos desta bonita cidade.



Resolvemos voltar para casa para recarregar as baterias, eis que a nossa permanência em Madri está findando e precisamos estar em forma para enfrentar longas horas de vôo no nosso retorno.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

25.09.2024 -SALAMANCA - ÁVILA

No dia de hoje nos integramos a uma excursão para visitar Ávila e Salamanca. Embarcamos junto à Plaza de Toros.  Devido ao horário, acordamos muito cedo, mas valeu a pena.


Saímos de Madri a bordo de um ônibus, com cerca de trinta (30) participantes. Devido ao horário, acordamos muito cedo, mas valeu a pena.


Sede da Universidade mais antiga de Espanha, o espírito estudantil inunda todas as ruas da sua parte histórica, onde os vestígios do passado, como a Catedral Velha, a grande Plaza Mayor ou o Palácio de Monterrey a tornaram merecedora de ser declarada Cidade Património da Humanidade pela Unesco em 1988.


A primeira, de estilo românico e gótico, foi construída entre os séculos XII e XIV, e é composta por uma basílica com planta de cruz latina e três naves. A Catedral Nova, que data dos séculos XVI e XVIII, é de estilo gótico tardio e barroco. Descansando na fachada da entrada norte da Catedral Nueva de 300 anos, está esculpida uma figura que lembra um astronauta moderno. Devido à idade do edifício, tudo indica que a escultura faz parte da restauração que foi feita à catedral em 1992.


Plaza Mayor

Centro nevrálgico de Salamanca, distingue-se pela sua pedra de cor dourada, caraterística de todo o centro histórico da cidade. Além do Ayuntamiento, nela se encontra o Pabellón Real, assim denominado devido aos bustos dos reis de Espanha que decoram alguns dos seus arcos. (fonte: https://www.esmadrid.com/pt/excursao-salamanca)







Depois do almoço rumamos para Ávila


A uma hora de automóvel de Madrid, Ávila, conserva um legado histórico único no mundo. Declarada Cidade Património da Humanidade em 1985, os seus mais de dois quilómetros e meio de muralha convertem-na numa cidade castelhana e medieval facilmente reconhecível, fruto da convivência entre judeus, cristãos e muçulmanos.


Os seus dois quilómetros e meio de perímetro, 88 torreões e nove portas, entre as quais se destacam as de San Vicente e del Alcázar, são os elementos mais destacados desta muralha românica. A muralha pode ser percorrida em todo o seu perímetro para o exterior e abriga atividades culturais como "Teatro na muralha", "Visitas guiadas de lenda" ou "Dias Medievais".

Catedral de Ávila

A localização da Catedral de Ávila recorda-nos a sua vinculação com a muralha, que determinou o seu carácter de fortaleza. A sua construção iniciou-se no estilo românico, mas desenvolveu-se posteriormente de acordo com os parâmetros do estilo gótico, convertendo Ávila numa das primeiras cidades de Castela a explorar este estilo. (Fonte: https://www.esmadrid.com/pt/avila).





E assim terminamos mais um dia de longas caminhadas, mas de muito conhecimento adquirido.

24.09.2024 - MADRI

Nossa primeira atividade de hoje foi conhecer o Templo de Debod.  


Trata-se de um templo egípcio do século II a.C. instalado no Parque do Quartel de Montanha, perto da Praça de Espanha. O templo foi doado a Espanha pelo governo egípcio para evitar que ficasse inundado devido à construção da grande barragem de Assuão.

A construção do templo teve início no princípio do século II a. C. com o rei Adijalamani de Meroé, que dedicou uma capela aos deuses Amón e Isis, decorada com relevos. Reis posteriores, da dinastia ptolemaica construíram novas divisões ao redor do núcleo original. Com a anexação do Egipto ao Império Romano, os emperadores Augusto, Tibério e talvez, Adriano, terminaram a construção e a decoração do edifício.

No século VI, após a conversão de Núbia ao cristianismo, o templo foi fechado e abandonado. No século XX, devido à construção da barragem, o governo egípcio ofereceu-o à cidade de Madrid, sendo transportado, reconstruído pedra a pedra e aberto ao público na sua localização atual em 1972. A reconstrução em Madrid manteve a sua orientação original, ou seja, de Este a Oeste. Para compreender o significado da localização deste esplendoroso edifício, os seus motivos decorativos e conhecer a sua história, existem maquetes, vídeos e projeções audiovisuais nas paredes.

O templo e os jardins ocupam o terreno onde se erigia o Cuartel de la Montaña, edificação militar construída entre 1860 e 1863, no lugar conhecido como a Montaña de Príncipe Pío, onde as tropas francesas de Napoleão fuzilaram os sublevados da revolta de 2 de maio de 1808, cena retratada no famoso quadro de Goya O 3 de mayo em Madrid ou Os fuzilamentos. Um século depois, o mesmo lugar foi cenário da sublevação militar de julho de 1936, que daria lugar à Guerra Civil espanhola. O quartel foi praticamente destruído durante o conflito, sendo posteriormente demolido. (Fonte: https://www.esmadrid.com/pt/informacao-turistica/templo-de-debod)

Só não pudemos desfrutar do interior do templo, uma vez que, por razões que desconhecemos, o mesmo estava fechado. Mesmo assim valeu a pena conhecer o local, de onde se tem uma visão de Madri, ao longe, e ali pertinho, do Palácio Real.




A uma pequena distância do parque, fomos conhecer o Museu Cerralbo. Dias atrás tentamos a visita mas desistimos devido à longa fila de pessoas com o mesmo objetivo que o nosso. Depois, ficamos sabendo que são admitidos pequenos grupos de visitantes, no máximo dez (10) pessoas. Hoje entendemos a razão: Há muitos objetos à mostra, a maioria deles ao alcance da mão. A fiscalização é intensa e rigorosa. Vai daí que...





É um dos museus mais importantes de Madrid, embora também um dos mais desconhecidos. Encontra-se naquela que foi a casa-palácio do 17.º Marquês de Cerralbo e transporta o visitante para a vida de uma família aristocrática dos finais do século XIX.

O palácio, de estilo classicista, decorado com elementos de estilo rococó e neo-barroco, foi concebido inicialmente para assumir a dupla função de moradia e de museu, para albergar as obras de arte reunidas pelos marqueses de Cerralbo e pelos seus filhos, os marqueses de Villa-Huerta, durante as suas numerosas viagens por Espanha e por vários países europeus. A coleção do museu inclui mais de 50000 peças, entre pintura, escultura, cerâmica, vidro, tapeçaria, mobiliário, moedas e medalhas, desenhos, estampas, relógios, armas, armaduras e objetos arqueológicos.

O marquês de Cerralbo doou a espanha este património, criando o Museu Cerralbo, para que as suas coleções permanecessem “sempre reunidas, e pudessem servir para o estudo aos amantes da ciência e da arte".

Respeitando a integridade da casa-palácio, os objetos expostos carecem de elementos explicativos (excetuando os cartazes identificativos colocados pelo próprio marquês), pelo que o museu disponibiliza, durante a visita, um caderno com a informação sobre a coleção e as peças mais destacadas, com versões em espanhol, inglês, francês, italiano, russo, português, alemão, coreano, chinês e japonês. (Fonte: https://www.esmadrid.com/pt/informacao-turistica/museu-cerralbo)


Depois passamos pela Plaza Mayor onde fomos conhecer o restaurante La Revuelta. Embora sendo o horário do Almoço, o sistema da casa consiste em fornecer "tapas" que são pequenas porções. É um costume típico da Espanha, principalmente de Madri.


E assim terminamos o dia.Voltamos para casa para descansar já que amanhã enfrentaremos uma verdadeira maratona para conhecer Ávila e Salamanca.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

23.09.2024 - MADRI

Segunda-feira e dia de descanso para museus, galerias de arte e outros atrativos. Um dia de sol pleno, com temperatura agradável foi a combinação perfeita para programas ao ar livre. Inicialmente fomos conhecer a Puerta de Europa que faz parte da Madri moderna.

As duas torres KIO são um dos elementos mais conhecidos do horizonte de Madrid. Os dois edifícios, que recebem o nome oficial de “Puerta de Europa”, dificilmente podem passar despercebidos até pela sua localização, no coração da Plaza de Castilla; nem pela sua altura, 115 metros; nem pela sua arquitetura: duas torres inclinadas, simétricas em relação ao eixo da Castellana, formando uma espécie de porta futurística que desafia as leis da gravidade.

Também conhecidos como KIO Towers, nome da principal empresa acionista do grupo de desenvolvimento, os edifícios começaram a ser erguidos em 1990 segundo projeto do estúdio nova-iorquino John Burgee Architects e foram concluídos no outono de 1995. As bases do as torres são quadradas, com 35 metros de lado, e a inclinação dos edifícios chega a 14,3 graus.

Cada arranha-céu possui três subsolos, um térreo, um mezanino para instalações e 24 andares para escritórios, cada andar medindo aproximadamente 1.175 metros quadrados. A esta superfície devemos acrescentar a do convés superior, com um heliporto em cada torre. O acesso aos pisos é feito através de oito elevadores, embora devido à inclinação do edifício, quatro deles só chegam ao 13º piso. Esta mesma circunstância, a inclinação, torna cada um dos pisos diferente dos restantes, visto que os limites do piso. espaço estão se movendo em relação ao núcleo central dos elevadores. As fachadas misturam vidro, alumínio e aço inoxidável, este último material formando as grandes faixas brilhantes características deste impressionante par de arranha-céus. (Fonte: https://www.esmadrid.com/informacion-turistica/torres-kio-puerta-europa).




Depois, pegamos o metrô e fomos conhecer os Jardins do Campo Del Moro.





Estes jardins históricos, cuja criação se deve a Felipe II, é um dos recantos escondidos e mais especiais de Madrid. Situados num eixo verde, com mais de 20 hectares, junto a Madrid Río, foram declarados Monumento Histórico Artístico em 1931. O seu nome faz referência a um episódio histórico que teve lugar em 1109, quando o caudilho muçulmano Alí Ben Yusuf tentou reconquistar Madrid após a morte do rei Alfonso VI, atacando o alcácer desde a ladeira junto ao rio. As suas tropas e o próprio caudilho teriam montado acampamento no lugar que hoje ocupam os jardins de Campo del Moro.

No século XVI, o monarca Felipe II comprou os terrenos adjacentes ao Alcázar, que se converteram na zona de ócio da Corte em Madrid. Depois do incêndio do Alcázar de Madrid em 1734, este terreno perde protagonismo em favor de outras zonas vizinhas ao palácio.

Foi no reinado de Isabel II que se iniciou a construção dos jardins, segundo o projeto de Narciso Pascual y Colomer (1844), do qual permanece hoje em dia o traçado das principais avenidas retilíneas, e as duas fontes alinhadas com o eixo central: a das Conchas, obra de Felipe de Castro e Manuel Álvarez (1775), procedente do Palácio do Infante D. Luis em Boadilla del Monte, e a dos Tritões, obra italiana do século XVI procedente do jardim da Isleta em Aranjuez, e colocada em frente da estufa ou Gruta Grande. Durante a regência de María Cristina de Habsburgo o parque foi alvo de uma completa reforma, seguindo o desenho pseudopaisagista de Ramón Oliva (1890).

Os terrenos do Campo del Moro não foram ajardinados antes devido à impossibilidade de ligação ao Palácio Real, situado a uma altura muito superior. Esta posição elevada foi aproveitada para criar uma das melhores perspetivas madrilenas: o Palácio Real por trás de uma imensa tapeçaria verde ladeada por fontes monumentais no interior de um amplo e sombrio jardim romântico.

Desde o mês de junho de 2023, após a inauguração da Galeria das Coleções Reais (cujo piso -3 se encontra situado à altura dos jardins), há dois novos acessos mais próximos do centro da cidade, que se somam à entrada habitual aos jardins, localizada no Paseo de la Virgen del Puerto: um na Cuesta de San Vicente (próximo de Plaza de España) e outro na Cuesta de la Vega (por trás da Catedral de La Almudena).

Também está prevista a ligação dos jardins com o eixo Madrid Río através do Túnel de Bonaparte (ou de Juan de Villanueva), que se estende no sentido este-oeste debaixo deste eixo e do Paseo de la Virgen del Puerto.

Os jardins contam serviços de restauração e asseios públicos.


Caminhar pelos jardins, à sombra de suas frondosas árvores, desfrutando de um ar fresco e aparentemente limpo, foi muito gratificante. Os espanhóis de um modo geral e os madrilheños de modo particular, contam com inúmeros parques para suas horas de lazer e esta é uma característica invejável.