quinta-feira, 29 de maio de 2014

29º DIA - FIM DE FESTA

29/05/2014 - O último dia é sempre a mesma coisa: arrumar as malas, se for possível, pagar o hotel, localizar as passagens, e ir para o aeroporto, dentre outras coisas. Depois, armar-se de paciência para enfrentar filas, torcer para que não ocorram atrasos, de modo que as conexões aconteçam como previsto. Diferente mesmo foi a nossa ida ao aeroporto, já que o fizemos de water-taxi, num percurso de aproximadamente quarenta (40) minutos. Ao longo da laguna existem "auto-estradas", demarcadas com palanques de madeira. A velocidade é controlada e a ultrapassagem é proibida. 


O retorno está apenas no início. Quando esta postagem for publicada, já deveremos estar em solo brasileiro. 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

28º DIA - VENEZA

28/05/2014 - Duas coisas que não faltam em Veneza: turistas em excesso e pombas em constante proliferação. Sob o ponto de vista das autoridades locais, os turistas sempre serão bem-vindos, já as pombas... 

Não alimentar as pombas. Elas causam danos à saúde e aos monumentos
A Praça São Marcos é o ponto de encontro da fome e da vontade de comer: pombos e turistas. Embora os avisos de advertência, sempre há turistas alimentando pombos. A moça da foto não sabe do perigo à sua saúde ao brincar com os pombos como o fez.


É importante evitar o contato com os pombos de rua porque as doenças causadas por eles incluem cegueira, infecções no cérebro, dos pulmões e dos intestinos. A forma mais comum de infecções causadas pelos pombos, é feita pelas vias respiratórias, através da inalação das fezes secas depositadas nos mais variados lugares, como em carros, chãos, janelas e calçadas. Porém outro modo de contaminação é através do piolho dos pombos que podem cair sobre as pessoas quando eles voam. (Fonte: www.tuasaude.com). Afora os vôos rasantes e os petardos lançados do alto.
E já que estávamos na piazza, entramos na igreja que lhe empresta o nome. A decoração em mosaicos é belíssima. Oportunamente postarei um PPS especial sobre a Duomo de Veneza, ja que as fotos eram proibidas. 
Afora a visita, para hoje o nosso objetivo foi conhecer a Veneza real. Andamos por lugares afastados, onde estão as escolas, o hospital, os pequenos mercados, enfim, onde se dá o cotidiano dos que aqui vivem.


E aí notamos que as pessoas se conhecem, tal qual os residentes de um bairro ou de uma pequena cidade. Em pequenas praças banhadas de sol, sempre se encontram os velhinhos colocando os assuntos em dia. Não faltam o cigarro e o copo de vinho.


As mamas andando de um lado para outro portando sacolas, denotando que tinham ido à compras. As roupas estendidas sobre os canais dão um colorido especial.


Almoçamos num restaurante afastado, onde a comida era mais caseira e menos cara. Onde um jovem nos relatava as dificuldades para a gente jovem morar aqui devido à falta de opções. 




Também passamos pelo Arsenal de Veneza, estaleiro e base naval que teve o papel principal na construção do poderio naval da República de Veneza. 


Enfim, conhecemos uma Veneza diferente, real, solidária. Um ou outro turista perdido por ali, como nós. Nenhuma placa indicando direções. Mesmo assim, a certeza de que todos os caminhos levam à Praça São Marcos. 


E como amanhã é dia de ir embora, lançamos uma última mirada sobre o grande canal. 

E sobre a Ponte di Rialto



Finalmente, no caminho do hotel, mais um registro deste local mágico. 


Amanhã, antes de partirmos, ainda teremos algumas poucas horas para desfrutar mais um pouco de Veneza. Afinal de contas, meu bisavô nasceu aqui. 

terça-feira, 27 de maio de 2014

27º DIA - VENEZA - AS ILHAS

27/05/2014 - Hoje reservamos o dia para conhecer as ilhas da laguna. Existem várias opções para conhecer as ilhas mas por questão de comodidade decidimos nos integrar a um grupo com guia. A saída dá-se bem próximo à Praça de São Marcos, de onde se tem uma vista muito particular da sua torre.


Em primeiro lugar fomos conhecer Murano.  

Embora descrita como uma ilha da lagoa de Veneza, é de fato um arquipélago de sete ilhas menores, das quais duas são artificiais (Sacca Serenella e Sacca San Mattia), unidas por pontes entre si. 



Tem aproximadamente 5500 habitantes e fica a somente 1 km de Veneza. Murano é um local famoso pelas obras em vidro. 
Imagem: Internet
Em 1291, todos os cristaleiros de Veneza foram obrigados a mudar-se para Murano devido ao risco de incêndio, porque a esmagadora maioria dos edifícios de Veneza era construída em madeira. 
Imagem: Internet
Depois seguimos para Burano, que também é constituída por várias ilhas pequenas ligadas por pontes entre si. É conhecida pelos seus trabalhos em renda.
Imagem: Internet
Mas também são famosos o bussolai e o essi, que são biscoitos deliciosos feito com farinha, manteiga, baunilha e ovos.
Imagem: Internet
Mas o toque especial da ilha é o colorido das casas. 


Diz-se que as casas são pintadas com cores bastante vivas como maneira de os pescadores identificarem suas residências no retorno das atividades no mar quando a neblina é muito espessa.


Torcello foi nossa terceira parada. 


Alguns dos mais belos mosaicos bizantinos do mundo, estão no edifício mais antigo da laguna, a Basílica di Torcello. 
Imagem: Internet
Imagem: Internet
Desde o século V, gente do continente, fugindo de invasores lombardos e hunos, aventurou-se por marés baixas para criar um assentamento que cresceu até os 20.000 mil habitantes e durou mil anos. 


Há poucos indícios do passado: com o assoreamento dos canais e a malária dizimando a população, o centro do poder passou de vez para Veneza. Defronte da catedral há um trono esculpido em pedra. Diz a crença popular que essa poltrona de mármore foi o trono de Átila, o rei dos Hunos. Mas os historiadores afirmam que era para os magistrados da ilha.


Como curiosidade, na Locanda Cipriani, Ernest Hemingway ficou hospedado em 1948. 


Findo o passeio, é hora de descansar. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

26º - VENEZA

26/05/2014 - Ninguém consegue passear em Veneza sem se perder pelas inúmeras ruelas. Perder-se por aqui é a coisa mais comum, depois das gôndolas, é claro.

Imagem: Internet
Mas assim como é fácil perder o rumo, é muito fácil reencontrá-lo. Basta seguir um sistema de sinalização existente nos prédios. Eles indicam os pontos de encontro mais comuns: a Praça San Marco e a Ponte Rialto. 

Imagem: Internet
Há também outras indicações mas estas duas remetem aos lugares mais procurados pelos turistas. 

Hoje o dia começou com uma chuva leve. Com o passar das horas o sol voltou a aparecer. Voltamos a lugares já visitados.



Aproveitamos o dia para descobrir novos cantinhos, novos canais. 



Nos deixamos perder e não nos preocupamos já que em Veneza todos (ou quase) os caminhos levam à Praça San Marco, bem próxima do nosso hotel.  



Aliás, bem próximo do hotel há um ponto de saídas e chegadas de gôndolas. Se abrirmos a janela do nosso quarto poderemos ouvir algum goldolier cantando doces e românticas músicas italianas.


Ontem, ao sairmos para a caminhada inicial, nós e todos os turistas que se encontravam nas proximidades, nos deliciamos com um desses cantores. Uma maravilha. 


Com a noite chegando, depois do jantar, voltamos ao hotel. Amanhã tem mais. 

domingo, 25 de maio de 2014

25º DIA - VENEZA

25/05/2014 - Saímos de Belluno com uma ponta de quero mais, tamanha foi a boa impressão em nós causada pela cidade. Nossa próxima e última base será Veneza. Antes passamos por duas cidades muito interessantes: Vittório Veneto e Conigliano. Durante todo o trajeto encontramos centenas de ciclistas e motocliclistas. No próximo dia 28, uma das etapas do Giro d'Itália passará por Vittório Veneto, daí a empolgação. Sem horário para chegar ao nosso destino final, resolvemos conhecer Cittadela, onde acabamos almoçando.
Imagem: Internet
Trata-se de uma interessante cidade murada de origem medieval, situada a poucos quilômetros dos importantes centros de Pádova, Vicenza e Treviso. Está inserida num amplo contexto histórico de outras cidades muradas do vêneto, como Bassano do Grappa, Maróstica, Ásolo e Castelfranco.



A fundação de Cittadella remonta a 1220.



Para nossa surpresa, nos deparamos com uma espécie de "feirão do automóvel" na praça principal da cidade. Só que além dos carros normais haviam aqueles de tirar o fôlego de qualquer mortal, a começar pela Ferrari. 


Finalmente chegamos em Veneza, após 3.418 km rodados entre Italia e Suiça. Média de 136 km diários. Entregamos o carro no aeroporto e com um taxi fluvial rumamos para a o nosso hotel.  Depois de um breve descanso, resolvemos sair para nos situarmos devidamente e também para jantar.


Caminhamos sem qualquer tipo de preocupação, aproveitando para algumas fotos.


De volta ao hotel, é hora de programar o dia de amanhã. Ia esquecendo, a gripe não me abandonou mas já estou bem melhor.