Viajar de carro implica envolver-se com tudo, a começar pela escolha do destino e respectivos roteiros. Há a questão dos bilhetes aéreos, da hospedagem no destino, da locação do veículo e tudo o mais que envolve uma viagem desse tipo. Para aproveitar certos destinos na sua plenitude, só mesmo indo de carro. Conhecer a Normandia e a Bretanha, como nos propusemos conhecer, não havia outra alternativa. Tal modalidade de de viagem oferece algumas vantagens. Você é dono do seu tempo, fixa os horários segundo a sua única vontade. Se determinado lugar supera a espectativa, há sempre a plena possibilidade de protelar a estada. Ao contrário, se poucas horas são suficiente para visitar determinado lugar, basta a vontade de colocar o pé na estrada e seguir em frente.
O mesmo se dá com as refeições e hospedagem. Você determina quando e onde parar. Um restaurante ou um piquenique num dos muitos refúgios à beira da estrada, o que sempre é um programa nada desprezível. E barato. Em matéria de hospedagem, na Itália tive boas experiências com os Agriturismo e na França com os Chambre d'hôte. Além dos preços convidativos, é muito legal poder conversar com pessoas comuns e ver como elas vivem. As melhores dicas de passeios são dadas por essas pessoas, sempre zelosas com seus clientes. Dependendo da cidade que servirá de base para os passeios, a diária do hotel pode sair mais cara do que se pensa. Normalmente em cidades históricas os hotéis não dispõem de estacionamento e ainda cobram o café da manhã. Em alguns hotéis a internet não é gratuita. Isto pode significar um acréscimo considerável no custo da diária. Outra coisa que a excursão não oferece é andar pelo interior. Sempre que posso evito as auto-estradas, a não ser que estrategicamente seja necessário pecorrer grandes distâncias em pouco tempo. Viajando por estradas rápidas o visual não tem beleza alguma e se repete ao longo dos quilômetros. Há que se considerar que muitas dessas estradas são pedagiadas, o que encarece o custo da viagem.
Por seu turno, viajando por estradas secundárias, sempre existe a possibilidade de encontrar pequenas povoações típicas, onde sempre se come bem. Há a questão do estacionamento, principalmente nas cidades históricas, mas é um problema comum a todos os viajantes/motoristas, de sorte que todos navegam no mesmo barco.


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