Desde o dia 14, quando recebemos o carro em Paris até a entrega em Nantes, rodamos 2.456 quilômetros. Não tivemos problemas nos deslocamentos. O GPS, depois que localizou o satélite, funcionou perfeitamente. Segundo um ditado, quem tem boca vai a Roma, pois eu emendo para dizer que quem tem GPS vai a qualquer lugar. Optamos pelas estradas de interior para melhor curtir a paisagem. Sem problemas. Não encontramos motoristas estressados, loucos por uma ultrapassagem. Invariavelmente todos respeitam os limites de velocidade, as faixas de segurança bem como as centenas de ciclistas que andam pelas estradas. Caminhões nem pensar. Nas poucas vezes que transitamos por auto-estradas encontramos alguns caminhões pequenos, mas nenhum desses monstros que utilizam quaisquer estradas brasileiras. Os que encontramos respeitavam os limites de velocidade e principalmente a faixa da direita. Raramente se viu algum caminhão empreendendo alguma ultrapassagem. Motoristas de automóveis dirigem pela direita e só usam a faixa da esquerda para ultrapassar. Realizada a manobra, retornam, como deve ser, à faixa da direita. Outro detalhe interessante é o número reduzido de sinaleiras. Na grande maioria das vezes, o trânsito é ordenado por rotatórias. No perímetro urbano das cidades, se a via estreita não permite a circulação de dois automóveis simultaneamente, são feitos os recuos e os motoristas sempre dão a preferência para quem transita à direita, ou àquele que chegou antes ao ponto de estreitamento. E todo mundo se entende. Quase sempre é sacrificada a largura da rua em favor da construção antiga.
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