27/08/2018 - Dedicamos o dia para conhecer Ferrara. Foram apenas quarenta (40) minutos de trem. Chegando no centro histórico, primeiramente fomos conhecer a belíssima catedral, pois um site de viagens anunciava que a mesma estaria aberta até às 12,30hs. Como uma infinidade de outros edifícios, aqui também a igreja está passando por obras de restauração, de modo que não foi possível fotografar a sua fachada.
A Cattedrale di San Giorgio Martire é o principal lugar de culto católico de Ferrara. Se situa no centro da cidade, bem próxima do Castelo Estense. O seu interior, de estilo barroco, tem três naves. No centro se destaca o altar maior, consagrado em 1728, obra de Celio Tirini, escultor veneziano residente em Ravena, que reutilizou mármores provenientes de edifícios de Ravena, em sua maior parte provenientes das ruínas do Palácio de Teodorico. À esquerda do altar está a tumba do papa Urbano III, que morreu em Ferrara em 1187. (cf. Wikipédia)
Em respeito à Santa Missa que estava sendo celebrada enquanto estávamos no interior da igreja, deixamos de fotografar alguns locais e ângulos.
A atração principal da idade é o Castelo Estense, uma construção grandiosa. O Castelo dos Este (em italiano: Castello Estense ou Castello di San Michele), é o principal monumento de Ferrara. É um edifício de ladrilho com planta quadrada, dotado de quatro torres defensivas e rodeado por um fosso de água. Foi construído a partir de 1385.
O seu interior, embora bem conservado, não conta com o mobiliário de época. Deste modo, o visitante não tem uma noção nem mesmo aproximada do modo de vida ao tempo do seu esplendor.
Mas como tudo na vida tem suas compensações, atualmente as dependências do castelo abrigam uma coleção particular denominada La Collezione Cavallini Sgarbi. A exposição é composta de 130 obras (pinturas e esculturas) do início dos anos 1400 à metade dos anos 1900 e mostra o resultado das buscas de quarenta anos dedicados ao collezionismo apaixonado de Vittorio Sgarbi com sua mãe Caterina "Rina" Cavallini e com a presença silenciosa de Giuseppe Sgarbi, e provenientes da Fundação Cavallini Sgarbi. Clique aqui para saber mais.
Tivemos sorte pois a duração da mostra foi prorrogada até o dia 2 de setembro próximo. Depois, a mesma exposição estará no Trentino Alto Ádige.
Percorrendo as dependências do castelo fomos até o alto da torre Due Leoni, enfrentando cento e vinte (120) degraus de uma escada estreita e íngreme. Talvez tenha sido um ensaio para o desafio maior, os quatrocentos e noventa e oito (498) degraus da torre de Bolonha.
Estando no alto das torres dá para entender a razão da sua existência, pois sendo a região uma imensa planície, serviam de postos de observação principalmente para evitar surpresas quanto à aproximação de invasores.
Outra particularidade do castelo são os seus belíssimos afrescos "remendados" com um tipo de tela de origem japonesa, como se vê nas fotos. Perguntei a uma funcionária se era algum tipo de prevenção contra a umidade e ela nos informou que aqueles "curativos" se deviam aos estragos provocados por três (3) terremotos ocorridos em maio de 2012, com intervalo de poucos dias entre um e outro.
Depois das visitas ainda saímos a caminhar pelas ruas reservadas aos pedestres,
mas como o calor voltou com intensidade, decidimos antecipar o nosso retorno para casa.












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