sexta-feira, 3 de maio de 2013

3º DIA - ROMA

03.05.2013 - O tempo está colaborando já que o calor do primeiro dia deu uma trégua. Saímos com o plano de visitar em primeiro lugar o Pantheon. Templo de todos os deuses, o Pantheon é a construção antiga mais extraordinária e bem preservada de Roma. Seu projeto original foi criado por Agripa entre 27 e 25 a. C. Uma abertura circular no teto permite a entrada de luz. Atualmente é uma igreja.


A consagração do edifício como igreja salvou-o do vandalismo e destruição deliberada que as antigas construções da Roma antiga sofreram durante o início do período medieval. A única perda a registrar prende-se com as esculturas que adornavam o tímpano do frontão, acima da inscrição relativa a Agripa. O interior de mármore e as grandes portas de bronze resistiram ao passar do tempo, ainda que estas últimas tenham sido restauradas mais de uma vez. Desde o Renascimento que o Panteão é utilizado como última morada de personalidades italianas ilustres, como os pintores Rafael e Annibale Carracci, o arquiteto Baldassare Peruzzi, além de dois reis de Itália: Vítor Emanuel II e Humberto I. A mulher de Humberto I, Margarida I, também foi aí sepultada.


Depois fomos para a Piazza Navona, onde se localiza a Embaixada do Brasil. É a piazza barroca mais bonita de Roma. Segue o desenho de um estádio do Século I d.C., construída por Domiciano.


Nela se encontra a Fontana dei Quattro Fiume, encomendada pelo Papa Inocêncio X. É a obra mais esplendorosa de Bernini, com figuras representando os quatro grandes rios daquele tempo: Nilo, Prata, Ganges e Danúbio.


Ali perto se encontra o Campo di Fiori, hoje uma animada feira onde se pode comprar de tudo, desde flores, roupas, alimentos, etc... e rodeada por pequenos restaurantes. Mas não foi sempre assim. A praça era local de execuções. 


No centro da praça há uma estátua de Giordano Bruno, que foi queimado naquele local pelo fato de ser considerado herege, no ano de 1600. Ele afirmara que a terra girava em torno do sol. Mas, com o movimento da feira era impossível fotografar o monumento. A foto abaixo foi copiada do prosimetron.blogspot.com.


Depois do almoço fomos conhecer o Castel Sant´Angelo, também conhecido como Mausoléu de Adriano. Localiza-se à margem direita do rio Tibre, diante da ponte Sant'Angelo, a pouca distância do Vaticano e hoje é um museu que cobre todos os aspectos da história do castelo. Teve várias ocupações, dentre elas um porto seguro dos papas durante as crises políticas. Um corredor liga o palácio ao Vaticano, garantindo a fuga dos papas. Durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas. Serviu também como prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Itália ocorridos no século XIX. A ponte Sant´Angelo, sobre o rio Tibre, é ornada por doze estátuas de anjos esculpidas por Gian Lorenzo Bernini.


Finalmente fomos ao Vaticano. Entramos na Basílica e em certos locais não era permitida a circulação de pessoas, como havíamos feito em outra ocasião. A razão do impedimento veio à lume pouco depois.


Quando estávamos no interior da Basílica assistimos a chegada de uma representação da Baviera, pessoas com trajes típicos, banda musical, etc... Não sabemos exatamente o motivo e como seria a suposta solenidade. 


Todas as pessoas que formavam o cortejo se colocaram na parte posterior do altar, daí a razão pela qual as pessoas não podiam circular por aquela área. Saímos da Basílica ao som da banda. Antes, porém, passamos pela Pietá de Michelangelo, esculpida pelo artista aos 23 anos de idade. Clique aqui para saber mais. 


Depois do jantar, fomos dar uma espiada no Coliseu e sua iluminação.


Finalmente nos recolhemos depois de um dia bastante cheio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário