domingo, 5 de maio de 2013

5º DIA - ROMA

05.05.2013 - O calor de ontem só podia dar no que deu: chuva. Dos males, o menor. Na região da Emilia Romagna a coisa foi feia - ventos fortes, tromba d´água, granizo, etc. Dia de chuva também pode ser muito bem aproveitado, principalmente numa cidade onde há museus por toda parte. Pela proximidade, optamos pelos Musei Capitolini. Antes, entramos na Basílica de São Cosme e Damião, dedicada a dois irmãos gregos, doutores, mártires e santos, Cosme e Damião e situa-se no Forum de Vespasiano, conhecido como Templo da Paz (Foro della Pace). No local praticamente não haviam turistas, muito embora esteja bem próxima de importantes pontos turísticos de Roma. No passeio de ontem pelo Foro Romano, avistamos parte da basílica e fomos orientados por um funcionário que a entrada era pela rua. Poucas pessoas sabem disso, além do que a entrada fica um pouco escondida. O acesso à Basílica é gratuito e a visita é acompanhada de uma guia que explica todos os detalhes do local, principalmente a decoração. O altar-mor é uma verdadeira obra de arte em mosaicos. 


Numa sala ao lado há um presépio simplesmente fantástico. Abaixo vai uma pequena amostra.


Os Museus Capitolinos ficam na Praça Campidoglio onde há uma infinidade de esculturas, principalmente em mármore. Boa parte das esculturas fazia parte de uma exposição chamada "A Idade do Equilíbrio", as quais não podiam ser fotografadas. Uma pena! De qualquer modo, dos locais permitidos colhi algumas boas fotos. O tamanho das esculturas abaixo é impressionante. Na primeira foto vê-se parte dos remanescentes da estátua colossal de Constantino e na segunda, uma gigantesca escultura de Netuno.



Os salões e galerias são ricamente decorados.



Lá se encontra a loba, que segundo a lenda, teria amamentado Rômulo e Remo, os fundadores de Roma.


E mais: Do interior do museu é possível apreciar o Foro Romano de outro ângulo.


O Campidoglio foi projetado por Michelangelo no Século XVI. É um dos lugares mais bonitos de Roma. A redor da praça situam-se o Palazzo Nuovo e o Palazzo dei Conservatori, que abrigam os Museus Capitolinos.


Finda a visita aos museus, ainda chovendo, fomos conhecer a Igreja Greco-Católica Santa Maria in Cosmedin, fundada no Século VI sobre as ruínas de um antigo edifício.


No século VIII, quando a igreja oriental proibiu pintar a Virgem, Cristo ou os santos, movimento conhecido como iconoclasma - o papa Adriano I entregou esta igreja aos gregos que haviam fugido do Império Romano do Oriente. Como todos os adornos são extremamente custosos, o nome in Cosmedin pode se referir a uma praça em Constantinopla e consequentemente à palavra grega kosmos, que significa «jóia, adorno».


Situada na parede do pórtico da entrada está a Boca de la Verità, um dos símbolos mais conhecidos de Roma. Segundo a tradição medieval a boca se fechava prendendo a mão dos mentirosos, artifício que foi muito utilizado para checar a fidelidade do cônjuge. Os turistas fazem fila para proceder ao famoso teste.


Com a melhora do tempo, fomos até as Termas de Caracalla, aos pés do Monte Aventino, iniciadas por Sétimo Severo e concluídas pelo seu filho Caracalla em 217 d.C. As termas permaneceram em uso até o Século VI, quando os godos sabotaram os aquedutos da cidade. O local é tão impressionante que até pouco tempo era utilizado para a temporada de óperas, em agosto. O lugar é muito bonito, agradável, com muitas árvores e muitos pássaros. Passa ao visitante uma gostosa sensação de bem-estar.


No caminho para o hotel, passamos pelo Circo Massimo, situado entre a Colina Palatina e a Colina Aventina. O local foi utilizado inicialmente para jogos. Hoje em dia restam poucas ruínas de sua estrutura original.


A chuva foi embora dando lugar ao céu azul e um sol gostoso e então aproveitamos o final de tarde para caminhar pelos arredores, já nos despedindo da Cidade Eterna, pois amanhã vamos iniciar a viagem de carro. 

Um comentário:

  1. Imagens beliíssimas. Encantador!
    Vamos acompanhar o blog.

    Abraços,
    Papp e Elsa.

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