11/5/2014 – O nível de acerto das previsões do tempo tem sido muito bom. Para hoje estavam previstas chuvas, entremeadas com sol e mais chuvas. Não deu outra. Acordamos com a temperatura baixa, acompanhada de uma chuva calma. Nosso objetivo: Montreux. Na primeira parte do dia, ainda com chuvas, fomos visitar o Château de Chillon, distante três ou quatro quilômetros de Montreux.
O Castelo de Chillon é um dos castelos da Suíça mais conhecidos em todo o mundo, além de ser o monumento suíço mais visitado e um dos mais bem preservados da Europa, estando classificado como monumento histórico. Foi construído sobre um rochedo, um ponto de proteção natural e estratégico para controlar a passagem entre o sul e o norte da Europa. De um lado, é uma magnífica residência à beira do lago e, do outro, uma imponente fortaleza em frente às montanhas.
O arqueólogo Albert Naef descobriu que o castelo foi ocupado desde a Idade do Bronze e que, atualmente, é resultado de muitos séculos de construções e restaurações. Não é possível datar com exatidão o seu ano de construção, mas os primeiros registros escritos do castelo são de 1150. No passado, personalidades como Goethe e Hemingway visitaram o castelo na Suíça, enquanto outras, como Rousseau, Victor Hugo e Lord Byron, o enalteceram. O mais famoso dos seus prisioneiros foi Fançois Bonivard, um monge e político de Genebra, que incitou o povo a revoltar-se contra a Casa de Saboia e ficou preso por quatro anos. A sua história inspirou o poeta Lord Byron a escrever "O prisioneiro de Chillon", de 1816.
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| A PRISÃO |
Objetos que remontam à época romana foram descobertos durante escavações no século XIX, assim como vestígios datados da Idade do Bronze. Para saber mais clique aqui
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| Vista de Montreux a partir do castelo |
Almoçamos e fomos para Vevey, poucos quilômetros adiante de Montreux, cuja visita deixamos para mais tarde. Era conhecida na Antiguidade como Viviscus, tendo sido mencionada pela primeira vez pelo antigo astrônomo e filósofo grego Ptolomeu, que lhe deu o nome de Ouikos. A cidade é conhecida por ser a sede mundial da gigante de alimentos Nestlé, fundada aqui em 1867. O chocolate ao leite foi inventado em Vevey por Daniel Peter, em 1875. Um lugar bem atraente, com amplos espaços para caminhadas ao sol.
Num desses calçadões encontra-se uma singular escultura de um garfo colocado na água.
Mas para mim, a mais significativa é a estátua do genial Charles Chaplin que morou em Vevey durante muitos anos até os últimos dias de sua vida.
Com o tempo se preparando para chuva, rumamos para Montreux, mundialmente conhecida por abrigar o Festival de Jazz. Também é o local, onde é disputado anualmente, desde 1984, o Montreux Volley Masters, torneio internacional de voleibol feminino.
Pelas belas construções e pelos automóveis de marca, é possível avaliar o nível financeiro da cidade.
Freddie Mercury, vocalista da banda britânica Queen, residiu em Montreux parte de sua juventude. Na Place du Marché, às margens do Lago Genebra, foi erguida em 1996 uma estátua em sua homenagem. Fortes rajadas de vento seguidos de uma chuva fria, dificultaram as fotos da estátua. De qualquer forma, fica o registro.
E assim terminamos mais um dia.
Faço um registro final. Ao retornar ao alojamento, que fica numa altitude de 1.300 metros, num determinado momento acendeu uma luz amarela no painel do carro.
Pelo manual verificamos que quando a temperatura atinge 4º positivos, acende a tal luz amarela e ao chegar aos 0º, acende uma luz vermelha.











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