04/09/2018 - Dedicamos o dia de hoje para conhecer Faenza. Uma comuna italiana da região da Emília-Romanha, província de Ravena, com pouco mais de 53.000 habitantes. É a sede da equipe de Fórmula 1 STR (antiga Minardi) e também é a cidade natal da cantora Laura Pausini. Mas também é conhecida como centro de fabricação de cerâmica.
E foi justamente por causa da cerâmica, ou melhor, do Museu Internacional da Cerâmica que resolvemos conhecer a cidade. Sobre o museu falaremos mais adiante.
A cidade não apresenta movimentação turística. Caminhamos calmamente pelas ruas centrais, observando suas características e identificamos pouquíssimos visitantes. Aproveitamos para alguns registros fotográficos.
O edifício neoclássico é o resultado da renovação de um antigo palácio que ocorreu entre 1792 e 1808. Os principais artistas do neoclassicismo italiano trabalharam lá.
No interior, o mobiliário original permaneceu integrado com aquisições mais recentes. O Palazzo Milzetti, com boa parte do jardim circundante, foi adquirido pelo Estado em 1974.
É um palácio-museu, testemunho extraordinário e unitário do neoclassicismo, uma época cultural que tocou profundamente os estados da Igreja, e em particular Romagna, onde Faenza desempenhou um papel muito importante e o Palazzo Milzetti representou um centro de relações territoriais.
Depois foi a vez do museu de cerâmica, que está localizado bem próximo da estação ferroviária. A inversão dos locais de visita foi proposital pois aos poucos fomos nos aproximando da estação para fins de retorno à Bolonha.
O Museu Internacional de Cerâmica de Faenza (MIC) é um dos mais importantes museus de arte em cerâmica do mundo.
Nas salas de exposição são coletadas obras de oficinas de cerâmica italiana da Idade Média ao século XIX; do antigo Oriente Próximo; da área do Mediterrâneo em tempos helenísticos; pré-colombiana e islâmica. Uma grande parte é dedicada à cerâmica moderna e contemporânea.
Há também um setor com obras de Pablo Picasso.
A partir de 1963, o Museu promoveu, com um mandato de dois anos, uma competição internacional de cerâmica artística, que lhe permitiu ampliar suas coleções com obras de todo o mundo.
Desde 2011, o museu foi homenageado com o reconhecimento de "Monumento ao testemunho de uma cultura de paz", atribuído pela UNESCO.
Sobre museus: No momento em o mundo lamenta o incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro - vide aqui - como resultado final da pouca importância que damos à cultura, hoje, no museu da cerâmica, presenciamos uma cena muito comum na Europa: crianças de sete a oito anos, acompanhadas de duas professoras, recebendo aulas in loco sobre tudo o que estavam vendo.
Mais tarde, em outras dependências, ainda sob a orientação das professoras, essas mesmas crianças participavam de aulas práticas. Que inveja! Fica o registro.
Satisfeitos com o que vimos e registramos, calmamente nos dirigimos à estação para uma viagem de cerca de uma hora até a nossa base, encerrando as atividades do dia.
Satisfeitos com o que vimos e registramos, calmamente nos dirigimos à estação para uma viagem de cerca de uma hora até a nossa base, encerrando as atividades do dia.



















Dá inveja de um país que valoriza sua história!
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