22/09/2018 - É sábado, dia de curtir a movimentação de pedestres pelas vias centrais da cidade. Antes fomos prestigiar a We Art Market, uma feira de artesanato que se realiza neste final de semana no Chiostro San Martino, distante cem metros aqui de casa.
A Bárbara, nossa hospedeira, foi quem nos convidou. Ela é uma das organizadoras e apresenta o seu projeto da seguinte forma:
Nosso projeto é abrir o artesanato para a cidade, melhorar os espaços públicos agora em desuso, aproximando mais pessoas às raízes do passado, a criação de um valor de reciprocidade que visa unir conhecimento e cultura. O evento não será apenas uma oportunidade para mostrar, mas também para co-realizar novos conhecimentos e boas práticas para o benefício de toda a comunidade da cidade.
Durante dois dias, os visitantes poderão admirar não só a beleza do artesanato, mas também o esplendor arquitetônico que a cidade esconde em seus lugares mais inacessíveis. O evento irá, portanto, redescobrir os visitantes a beleza dos objetos criados com as mãos e com paixão, em um local de encontro para todos, maravilhoso e mágico. Um contexto onde surpreender e se surpreender com o que a fantasia pode criar.
O objetivo desta iniciativa e a ambição que estamos apresentando é reunir jovens artesãos bolonheses, instituições e cidadãos em um design orgânico e ideal.
O evento reconhece e promove o valor da novidade e da excelência representada por este tipo de iniciativa em nossa cidade, na beleza de criações originais e únicas, na vivacidade da proposta que injetará vida nova no tecido criativo de Bolonha.
Federico e Barbara
Co-fundador e diretor de criação
A maior parte do tempo que permanecemos no local foi dedicada a uma agradável conversa com um amigo da Bárbara que, por ter morado em Portugal, falava o nosso idioma e queria praticar um pouco. Abaixo, algumas fotos obtidas do site www.wartmarket.it, dando uma idéia do foco da feira.
O Claustro é bem interessante, com muitos afrescos. Há também um pequeno museu junto a uma capela lateral e que hoje de manhã estava um pouco concorrido para visitação. Na visita de amanhã faremos outros registros fotográficos, inclusive da variada artesania exposta.
Como tínhamos alguns itens pendentes de aquisição nos dirigimos ao centro da cidade. A chegarmos no Palazzo Re Enzo nos deparamos com uma feira gastronômica, sobre a qual falarei mais adiante.
Só a visita ao palácio valeu o dia. O Palazzo Re Enzo, chamado Palazzo Nuovo para distingui-lo do Palazzo del Podestà, foi construído entre 1244 e 1246 como uma extensão dos edifícios municipais.
Apenas três anos depois, tornou-se a "residência" do rei prisioneiro da Batalha de Fossalta, a quem o palácio deve o seu nome: o rei Enzo da Sardenha, filho de Frederico II, que ali passou vinte e três anos, até sua morte (1272).
Por evidente, em razão do Festival do Ragú, praticamente todas as dependências do palácio estavam tomadas por pequenas bancas de negociantes vendendo seus produtos e mesmo preparando refeições rápidas para serem consumidos ali mesmo.
Mesmo assim, capturei algumas imagens que mostram a beleza interior do palácio, com seus afrescos e seus lustres.
Um aperitivo para refrescar e fomos até a Piazza Maggiore, bem ao lado, onde a movimentação de pessoas indicava a realização de algum evento. E tinha. Um dos expositores nos explicou que era uma campanha em favor da mobilidade urbana com um foco especial para o uso de bicicletas.
Havia também um apelo focado na poluição, de modo especial, para o uso do automóvel elétrico movido a energia solar.
Nas fotos vê-se um modelo experimental. Estamos falando de Europa onde em boa parte do ano o sol é um ilustre desconhecido. Já em terras tropicais...















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