15/09/2018 - Não programamos nada para o dia de hoje. Então, dedicamos boa parte da manhã para conhecer alguns dos segredos de Bolonha. Falarei deles em outra oportunidade.
No final da tarde, por sugestão da nossa hospedeira, fomos visitar o Campanile, ou seja, o Campanário de Catedral de São Pedro.
As visitas ocorrem somente aos sábados e domingos, conforme o anúncio afixado na porta da catedral:
Segundo nos sugeriram o melhor horário era o das 19,00hs, quando o pôr-do-sol oferece imagens muito bonitas. Só que... hoje havia a celebração de uma missa solene, com coral e tudo, e a porta de acesso ao campanário só seria aberta ao término da celebração religiosa, o que ocorreu por volta das 20,00hs.
O responsável pela porta e pelas explicações, por sinal um brasileiro de Goiânia, advertiu a todos quanto à fadiga e principalmente aqueles que sofrem de claustrofobia. É que nos aguardava uma subida em caracol com setenta (70) metros, toda ela percorrida por um corredor estreito, com não mais de um (1) metro de largura.
A torre do sino foi iniciada em 1184 e concluída em 1426 e abriga o sino chamado "a avó" de 1594, que tem um peso de 33 quintais, sendo que um quintal correspondem a quatro arrobas, sendo que uma arroba corresponde a quinze (15) quilos.
O alto peso do concerto de quatro sinos causa uma onda muito forte, por isso às vezes a "avó" fica escorada com a boca para cima no final das duplas, e raramente são "escapadas" e "abaixadas".
Da capela-mor chega-se à cripta que serve de base para a capela-mor. Um Cristo ressuscitado em bronze foi colocado no sacellum, uma obra moderna de Paolo Gualandi.
A cripta abriga o túmulo de Giovanni Acquaderni, fundador (junto com Mario Fani) da Sociedade Católica Italiana da Juventude, que mais tarde se tornou uma Ação Católica Italiana.
Na forma de uma cruz com um teto abobadado abaixado, o vasto ambiente originalmente tinha que alojar parte dos restos mortais dos mártires Vitale e Agrícola.
Na saída, desfrutamos do ambiente descontraído da Via Independência, totalmente destinada aos pedestres. Era o nosso caminho para casa.










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