domingo, 9 de setembro de 2018

17º DIA - ÍMOLA

09/09/2018 - Dias atrás estivemos em Imola mas acabamos não visitando nenhuma de suas atrações, eis que optamos por conhecer Dozza, uma pequena vila medieval não muito distante daqui. Então resolvemos voltar no dia de hoje. No meio da manhã, enquanto a temperatura estava agradável, aproveitamos para uma caminhada pelas ruas centrais.




Como primeiro objetivo do dia elegemos o mais distante dentro do centro histórico: A Rocca Sforzesca, um castelo que remonta à Idade Média, localizado no centro da cidade de Imola. É um excelente exemplo de arquitetura fortificada entre a Idade Média e a Renascença.





O trabalho na construção da fortaleza começou em 1332. No século XV, o castelo foi adaptado para os novos sistemas de defesa exigidas por armas extras na época, sob a orientação de Gian Galeazzo Sforza. Foi durante este período que o castelo assumiu a sua estrutura presente, caracterizado por quatro torres de perímetro e a manter, reduzido vários metros, de modo a melhor suportar as pancadas de armas de fogo. Além dos propósitos defensivos, as muralhas também serviam como prisão. Na primeira metade do século XV, foi preso por doze anos Ordelaffi Antonio, Senhor de Forlì. 

Desde 1524, a fortaleza se tornou a prisão papal. Durante a Segunda Guerra Mundial, e especialmente depois de 08 de setembro de 1943, a Fortaleza Sforza foi usada para encarcerar opositores políticos. Depois de trabalhos de restauração, em 1973 o castelo foi reaberto como museu. 

Ele abriga uma coleção de cerâmica mas principalmente uma coleção de armas composta por cerca de seiscentas peças, que datam do século XV ao século XX.







Bem perto da Rocca localiza-se o PALAZZO TOZZONI, um antigo palácio de Imola, doado à cidade por Sofia Serristori Tozzoni em 1978. Desde 1981 foi transformado em museu cívico. O edifício ainda preserva móveis e lembranças da família a que pertencia. Foi construído em três andares por Domenico Trifogli na primeira metade do século XVIII, em estilo barroco tardio. A escadaria é adornada com esculturas de Francesco Janssens.


As salas mais importantes são o "salão vermelho", que inclui a galeria de fotos com retratos de Tozzoni, o "quarto de alcova", caracterizado pelo estilo rococó e a "sala de estar do papa", em homenagem ao papa Bento XIV. 


A biblioteca, rica em volumes antigos, e o arquivo da família estão localizados no térreo. A coleção de pinturas inclui cerca de 170 obras, principalmente de artistas bolonheses ou romagneses. Os mais antigos datam do século XVI.



A história pública e privada de Tozzoni é preservada em muitos objetos nos quartos, na coleção fotográfica, especialmente nos arquivos históricos no primeiro andar.






Este museu mantém o charme de uma casa habitada pela mesma família há cinco séculos e apartamentos, perfeitamente preservados, são um exemplo das formas de vida que surgiram e desapareceram ao longo do tempo.

Para almoçar seguimos a orientação do pessoal do museu. A dica foi excelente. Comida do tipo caseira, acompanhada de vinho local. 

Finalmente nosso último objetivo era conhecer o monumento dedicado a Ayrton Senna. Segundo informações que colhemos na internet, há um ônibus que vai até as imediações do autódromo de Imola, onde acha-se o monumento. Mas exige uma caminhada de cerca de 2,5km. Assim, resolvemos tomar um taxi que nos deixou cerca de cem (100) metros do local.


O monumento está localizado perto da Curva Tamburello dentro do Enzo e Dino Ferrari Autódromo de Imola no Parco delle Acque Minerali. Tornou-se um lugar de "peregrinação" para fãs do piloto, mas também para os fãs simples de Fórmula 1 em geral.


Como se vê pela foto, o monumento é representado por uma estátua de bronze que o retrata, com dois metros de altura. 

Fãs e admiradores que visitam o local deixam flores, mensagens e outras lembranças. Bandeiras de muitos países estão afixadas na cerca que margeia o circuito, com destaque, é claro, para a bandeira do Brasil.



No monumento está gravada uma frase de Ayrton Senna que pode nos fazer refletir: "Acho que estou muito longe de um modo de vida que eu gostaria".

Mas a grande movimentação dentro do circuito chamou nossa atenção. 


O taxista nos disse que de 7 a 9 de setembro, acontece a 42ª edição da Mostra Scambio, organizada pela Crame (Club Romagnolo Auto e Moto d'Epoca), um dos mais importantes eventos europeus para colecionadores de carros antigos, motocicletas e bicicletas. Mais de 3.000 expositores presentes, dezenas de milhares de fãs que vêm para Imola durante os três dias do evento.



De fato, pudemos testemunhar que praticamente todo o circuito do autódromo estava tomado de banquinhas, constituindo uma imensa feira de produtos relacionados com a indústria automotiva. Aproveitamos as fotos acima do site da Crame para dar uma ideia da grandiosidade do evento.

Atendidos os nossos propósitos, voltamos para a stazione, pegamos o trem e retornamos para Bolonha. Foi um dia muito proveitoso.

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