quarta-feira, 23 de maio de 2012

ST. MALO

22/05/2012 - Uma parte da cidade de Saint-Malo foi edificada junto ao mar. É um porto importante e por isso mesmo, durante a guerra, sofreu violentos bombardeios que praticamente destruíram a cidade. A tenacidade do povo reergueu os prédios, tal como eram antes dos ataques, valendo-se principalmente de fotos e de outras informações. Um complexo sistema de numeração das pedras foi utilizado no soerguimento da cidade. Valho-me de uma foto profissional para dar uma idéia do que seja a cidade murada, pois sendo uma planície, não há como fotografá-la integralmente com os pés no chão.


Nosso hotel é intra-muros defronte à marina, com o que, os passeios ficam facilitados. Como o dia amanheceu com uma neblina bem baixa, iniciados nosso passeio visitando o Museu de Saint-Malo, bastando atravessar a rua. Entre outras coisas, Saint-Malo é conhecida como a terra dos corsários. O museu conta um pouco da história náutica dos aventureiros daqui. O mais famoso talvez seja Jacques Cartier, que descobriu o Canadá. Outro desses intrépidos navegadores foi René Dugay-Trouin, nascido em Saint-Malo e que faz parte da história do Brasil. Foi ele que, partindo daqui, comandou a invasão ao Rio de Janeiro no início do Século XVIII. Uma estátua do navegador, bem na entrada do museu, é a primeira atração, tal a importância dada ao mesmo. A Editora Record publicou um romance intitulado "O Nobre Seqüestrador" de Antonio Torres, que fala da invasão. Aqui uma resenha do livro.  


Já que o sol não veio, caminhamos pelo alto da muralha com neblina e tudo.


Depois do almoço fomos descansar um pouco e quando o sol finalmente apareceu, fizemos o circuito novamente.


No final da tarde pudemos apreciar o efeito da maré que segue a mesma dinâmica daquela do Mont-Saint-Michel. Há avisos para aqueles que desejam caminhar pela praia ou mesmo nas pequenas ilhas que se formam, alertando sobre o perigo sempre presente pelo avanço das águas.

Quando retornamos no final da tarde, o caminho da foto acima já estava coberto pela água e a piscina (artificial) da foto a seguir, estava quase coberta pela maré. Diz-se que a maré chega a oscilar até 14,00 metros em Mont Saint-Michel. Por aqui não é muito diferente.


Decidimos não esperar pelo máximo da tábua das marés, pois estávamos cansados após tantas caminhadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário