17/05/2012 - A pequena cidade de Étretat fica de frente para o mar, encravada entre duas falésias: Amont e Aval. É possível visitar as duas, que não ficam distantes uma da outra. Aliás, é aconselhável observar a paisagem a partir de cada uma delas. Maio, dia 17. É feriado religioso na França, por conta do Dia da Ascenção de Nossa Senhora. Embora as nuvens e o frio, o povo saiu às ruas para curtir.
Com o comércio fechado e as pessoas aproveitando a folga, foi impossível encontrar estacionamento próximo de qualquer ponto turístico. Fomos bem cedo para Étretat e mesmo assim nosso carro ficou bem distante da atração principal: as falésias. Primeiro visitamos a falésia de Aval, que fica do lado esquerdo da praia. É uma subida demorada e agreste, mas a vista lá de cima justifica qualquer esforço.
Uma tomada da falésia Amont, no lado oposto:
Na descida passamos pela praia, onde não há areia, só pedras brancas arredondadas. Existem placas explicando que as pedras protegem as falésias da erosão, com a advertência de que é proibido retirá-las de lá. Também ali há um bunker construído pelos alemães na época da grande guerra.
Uma curiosidade: na Europa, no dia do casamento, é comum os noivos saírem para uma sessão de fotos pela cidade. Registrei uma cena dessas em Étretat, pensando no frio que a noiva estava passando...
Depois de um chocolate quente, já que ninguém é de ferro, enfrentamos a subida para a falésia de Amont, do lado direito da cidade, e que apresenta ainda como atração a pequena Capela de Nossa Senhora da Guarda.
Dalí a vista da cidade é quase completa e a conformação do penhasco lembra um elefante mergulhando sua tromba no mar. É possível chegar de carro até a falésia de Amont, mas só vimos o estacionamento quando estávamos no alto da falésia Aval. Paciência....
Chegar ao alto das falésias para curtir o visual foi outra aventura. Muito esforço físico, muito vento e muito frio. Com certeza meu médico ficará orgulhoso pela façanha. Mas valeu a pena.







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