sábado, 26 de maio de 2012

A COSTA BRETÃ

26/05/2012 - Optamos por ficar hospedados num Chambre d'Hote. Chama-se Charmance e está situado na zona rural do município de Pluguffan, cerca de cinco quilômetros de Quimper, que em francês pronuncia-se "campér". 



Seus proprietários, Elise e René, são muito atenciosos e preocupados com o nosso bem estar e com o máximo aproveitamento do passeio. O local é muito aprazível. Hoje de manhã fomos brindados por uma sinfonia primaveril dos mais diversos tipos de pássaros que habitam os bosques próximos. Dois galos trocavam informações, um próximo de nós e outro mais distante. Coisas simples que lamentavelmente estão se perdendo. Elise preparou um excelente café da manhã e como já esperávamos, tinha preparado outro roteiro-sugestão para os passeios de hoje. O sr. René, por sua vez, nos municiou com mapas e outras informações úteis. Tudo pronto, partimos para mais uma etapa.

Nosso passeio iniciou com o céu encoberto. Vento frio e algum chuva pelo caminho. Fomos em frente, afinal de contas tínhamos enfrentado situações bem piores dias atrás. Passamos por pequenas cidades e pequenas vilas de pescadores. Tudo de acordo com outro roteiro-sugestão preparado pelo casal Elise e Renè. Iniciamos por Bènodet, no estuário do rio Odet. Aos fundos, a magnífica ponte.



Depois passamos por Ile Tudy, Pont L'Abbé, Lesconil e Guilvinec.


Em Penmarch almoçamos frutos do mar no restaurante Le Doris. Não muito distante dali encontramos um sitio arqueológico com dólmens.



Dali fomos para Audierne que havia ficado para trás no dia de ontem. Toda a costa hoje visitada caracteriza-se pelos pequenos portos pesqueiros. Um deles é Plouhinec. Uma graça.



A região é muito acidentada, com paredões e muitas pedras. Mas há muitas pequenas praias com areia fina e branca. Por isso, também, é possível constatar que é uma zona turística e no alto verão deve fervilhar de pessoas.



Embora estejamos a uma distância razoável de Saint Michel e Saint Malo, é possível constatar que as marés também oscilam bastante. As marcas da água nos paredões e os barcos em terra firme, estando a maré baixa, nos dão a certeza de uma forte alternância entre os níveis mínimo e máximo. Aos poucos o céu foi clareando, com o que aproveitamos toda a tarde nos deliciando com a paisagem maravilhosa.


Além de dólmens, também encontramos menires, atestando a forte influência celta.


Como curiosidade anotamos que todas as pequenas catedrais seguem o mesmo estilo, o que nos leva a concluir que um só arquiteto (ou similar) detinha o monopólio das construções.


Terminamos o passeio do dia retornando a Quimper, que é a maior cidade da região. Há muita história por todos os lados. Basta dizer que foi fundada pelos celtas e depois foi ocupada pelos romanos. Pretendo complementar as informações em nova postagem, quando retornarmos ao Brasil. Sendo sábado, praticamente todas as ruas centrais ficam interditadas para automóveis, de sorte que as pessoas podem caminhar livremente.



Foi muito agradável ver as pessoas - locais e turistas - ocupando as mesas de inúmeros bares ao ar livre, de preferência sob o sol. Outro destaque são os canais, em plena cidade, por onde correm águas limpíssimas, povoadas de peixes. Nada de poluição.


Igualmente não se vê grupos de adolescentes e pós-adolescentes bebendo em latinhas de cerveja e fazendo algazarra.

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