sexta-feira, 18 de maio de 2012

NORMANDIA

18/05/2013 - Iniciamos o dia com uma visita a Deauville, uma bela cidade balneária. Por iniciativa do Duque de Morny, meio-irmão de Napoleão III, Deauville inicia entre 1860 e 1864 com suas primeiras casas de veraneio, seu hipódromo e a linha de trem que liga a Paris. Depois vem a construção do Cassino em 1908, dos hotéis Normandy e Royal e assim começam a aparecer pessoas com grandes fortunas, os nobres e as estrelas de cinema, graças especialmente ao seu Festival de Cinema Americano.


É uma das capitais internacionais do cavalo. Durante o verão acontecem as corridas hípicas e os jogos de pólo. É igualmente uma estação cultural rica em grandes programações, como o Festival de Páscoa (música clásica) ou Swingin´ Deauville (o dominante Jazz), no verão.


Era cedo, estava frio e ficamos o tempo necessário para umas fotos. Encontramos uma rua Santos Dumont. Deve ser delicioso morar nessa cidade. Ao lado da avenida à beira-mar, existem amplos jardins, pequenas praças, espaços com equipamentos de parque infantil e inúmeros locais para caminhadas.


A praia propriamente dita tem uma largura de mais de cem metros e é separada da parte calçada por esteiras de arbustos de mais ou menos um metro de altura. Elas impedem que o vento traga areia para as praças e para a avenida. Tudo muito limpo e bem cuidado.


A segunda etapa do dia foi rumar para a cidade de Lisieux, cuja atração principal é a Basílica de Santa Terezinha. Segundo historiadores, Lisieux já existia nos tempos dos romanos. Foi capturada por Júlio César e posteriormente tomada pelos normandos, em 877. Também foi dominada pelos bretões em 1130 e por Godofredo IV. Até à época da Revolução Francesa foi sede episcopal. Durante a segunda guerra mundial, a cidade foi castigada por bombardeios. A glória de Lisieux espalhou-se pelo mundo porque nela viveu e morreu Santa Teresinha. A cidade vive da santidade de sua filha adotiva que atrai anualmente cerca de um milhão de peregrinos do mundo inteiro.


A atual catedral não é a primeira igreja construída no local. O atual templo foi iniciado em 1149 por Dom Arnould e terminado, após um incêndio em 1226, no ano de 1250. Em estilo gótico-normando, esta catedral já chegou a ruir, sendo logo reconstruída. Foi violada e profanada em 1793. Voltou a se constituir como lugar de culto em 1802.


Durante os bombardeios, a basílica serviu de abrigo a mulheres e crianças.


É uma construção imponente e seu interior tem uma decoração muito bela. Na cripta há uma série de fotos da santa com a descrição da sua vida e suas atividades.


Na cidade há um museu, cuja biblioteca abriga os originais da Enciclopédia de Voltaire e D'Alambert.

Depois de um capuccino delicioso, voltamos para a estrada em direção a Pont-Audemer, distante uns 30 km. Ela aparece nos sites turísticos como a Veneza da Normandia, tendo em vista os seus inúmeros canais.


Programamos almoçar na cidade e quando chegamos estava tudo parado. De início pensamos que fosse por conta do feriado, depois, nos damos conta que por aqui, no horário do almoço, tudo fecha mesmo. Mesmo assim, não foi difícil encontrar um restaurante. Depois saímos a caminhar pela pequena cidade, onde o movimento, pouco a pouco, foi voltando ao normal.


A última etapa do dia foi retornar a Honfleur, distante três quilômetros da nossa pequena hospedaria. Nosso plano de viagem previa hospedagem bem no centro da cidade, próximo ao pequeno porto interno. A localização era propaganda enganosa e partimos para o Chambre d'hôte, muito comum na Europa. 


Tentamos caminhar pela cidade nos dias anteriores mas era difícil encontrar estacionamento próximo, mesmo pago, tal o número de turistas por conta do feriadão. O vento e o frio também tiraram o nosso ímpeto. Hoje, porém, até um sol tímido se ofereceu e muitos turistas já não estavam por aqui. Já não tivemos problemas com estacionamento e assim pudemos curtir a cidade com bastante tranquilidade.


Bem no centro da cidade há uma igreja em estilo Normando. Nela constatamos que existem dois altares, o que vem a ser uma novidade para nós. 


Curiosidade histórica: Foi de Honfleur que partiu o navegador Binot Palmier de Goneville, que descobriu e/ou fundou São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Aliás, as duas são cidades-irmãs.

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