21/05/2012 - Nos despedimos do Mont Saint Michel na manhã fria e chuvosa e saímos um pouco do litoral com destino a Fougères, no caminho para Rennes, já adentrando à Bretanha. A principal atração da cidade são as ruínas de um grande castelo medieval, cuja construção remonta aos primórdios do século XI. Na verdade trata-se de uma grande fortaleza, aliás, a maior fortaleza medieval da Europa, e sua principal finalidade era dar proteção à fronteira com a Normandia.
A cidade esteve envolvida na rebelião contra a Revolução Francesa em 1793. A escaramuça perto de Fougères foi retratada pelo pintor francês Julien LeBlant (1851-1933). Com a obra intitulada "Le Carré Bataillon, Affaire de Fougères 1793", o artista ganhou uma medalha de ouro na Exposição Universal de 1889. Esta grande obra agora está nos Estados Unidos, na Biblioteca Lee no campus da Brigham Young University.
Segunda-feira na França, ao menos no interior, quase nada funciona. Depois da visita saímos em busca de um restaurante e tivemos sorte, inclusive na pedida, pois nos serviram uma galinha de panela com molho de tomate que era uma delícia. Estávamos com saudades de uma comidinha caseira. Satisfeitos, voltamos para a estrada.
Visitar Josselin estava no nosso roteiro mais para o final da viagem. Para hoje tínhamos mais dois lugares próximos a Rennes. Porém desistimos em razão do mau tempo. Por outro lado, a meteorologia indicava melhoras mais para o sul. Então decidimos ir para Josselin e acertamos. O tempo melhorou, não tanto quanto o desejado mas já não chove e até o sol veio nos cumprimentar. A maioria dos prédios está edificada em pedras, mas a cidade ainda conserva significativo casario feito no estilo colombage.
Para o dia de hoje não tínhamos feito reserva de hotel. Optamos por procurar um Chambre d'hote na cidade e acertamos. Chama-se "Le Clos des Devins". Nossas acomodações eram maravilhosas, numa casa construída em 1765.
Os donos, um casal muito simpático, nos acolheram de uma forma muito cordial e nos deram várias informações preciosas. Instalados, fomos visitar a pequena cidade e o seu castelo. Não vou detalhar o palácio neste momento. Por ora, quero registrar apenas que terá sido a primeira vez que visitamos um castelo onde há moradores. Algumas dependências, como a sala de refeições e a biblioteca, por exemplo, são utilizadas diariamente pelos seus proprietários. Vai daí que as visitas têm horário certo e só podem ser feitas acompanhadas por uma guia. Fotos no seu interior não são permitidas.
Depois visitamos o Museu de Bonecas que fica bem ao lado do palácio. Trata-se de uma coleção particular da Família Rohan, que é a proprietária do castelo. Pode-se dizer que há bonecas e brinquedos antigos de praticamente todas as regiões mundo. Há uma sala só para bonecas japonesas. Do Brasil, identificamos uma boneca caracterizada de baiana.
Depois de um café quente voltamos as nossos aposentos para um pequeno repouso e esperar o tempo passar, pois sendo segunda-feira, somente após às 19,00 horas é que alguns restaurantes passarão a servir refeições. Jantamos num restaurante muito antigo e pela primeira vez na viagem pedimos pizza. Acertamos em cheio.










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