terça-feira, 29 de maio de 2012

VANNES

Dia 28, último dia da viagem. Fomos conhecer a cidade de Vannes. Era feriado religioso (Pentecostes) e portanto, mais uma roubada. Mesmo assim aproveitamos bem o dia. A cidade antiga conserva ainda algumas casas construídas no estilo "colombage", assim como conserva parte das muralhas de proteção.


Também aqui a história se perde no tempo. As evidências remetem os estudiosos a tempos muito anteriores à passagem dos romanos.


Depois fomos rodar pelo Golfo de Morbihan onde inúmeras praias fazem a alegria de locais e de turistas. Apesar das informações do serviço de meteorologia, o sol esteve presente em quase todo o dia. Maurice, o nosso hospedeiro, disse-nos que a região do golfo forma um micro sistema próprio que não tem nada a ver com o clima geral da Bretanha.


Paramos para almoçar num restaurante à beira da estrada. Visto de fora não se dava crédito algum, mas lá dentro, quanta diferença! Como despedida da Bretanha seguimos a sugestão da dona do restaurante e comemos comida típica: galette - um tipo de panqueca, feita com trigo sarraceno. É recheada com presunto, cogumelos, queijo da região, cebola e um ovo cru que cozinha com o calor da galette. Também por sugestão dela tomamos cidra retirada da bomba, tal qual o nosso chope. Como sobremesa comemos um crepe com geléia de amoras, afinal, creperias é o que mais existe por aqui.

Distante de Vannes, pouco mais que trinta quilômetros, seguimos a dica que nos foi passada no restaurante. Surpresa agradabilíssima: Rochefort-en-Terre. Outra cidadezinha medieval que parou no tempo. Está situada sobre um contraforte natural donde era possível controlar a passagem sul-norte, entre o litoral atlântico e o interior. Há resquícios da existência do povoado que remontam ao século XI.


O conjunto de casas segue um estilo próprio. As edificações e os muros que separam as propriedades ou mesmo que protegem a beira das ruas, são feitas com pequenas pedras irregulares de ardósia. Têm vinte ou trinta centímetros de comprimento e uma altura máxima nada maior do que cinco centímetros. Colocadas umas sobre as outras, unidas por algum tipo de argamassa, tornam-se úteis e belas.


Aqui também encontramos uma catedral que apresenta-se tal como nos tempos em foi construída. Pedras grandes e irregulares formam o piso, revelam provecta idade do logradouro.









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