20/05/2012 - De Bayeux a Arromanches-les-Bains são apenas dez quilômetros. É uma das praias onde o desembarque das tropas aliadas foi muito forte.
Bem junto ao mar está o Museu do Desembarque ocorrido no dia 6 de junho de 1944 - o Dia D. Ali é possível avaliar toda a operação de desembarque através de maquetes especialmente feitas para ilustrar a memória daquele dia. Durante a Segunda guerra Mundial, a pequena vila, que fica localizada entre dois morros escarpados, foi escolhida pelos aliados para receber um dos dois portos artificiais "Mullberry", que foram utilizados para desembarque de tropas e equipamentos. Remanescentes deste porto, nomeado pelos Ingleses "Porto Winston", em homenagem ao seu idealizador, Sir Winston Churchill, ainda hoje podem ser observados na praia de Arromanches.
No mar ainda se encontram restos das pontes móveis e do porto artificial construído para possibilitar o desembarque dos equipamentos necessários para complementar a operação. Pena que estava chovendo, ventava e fazia frio.
Um chocolate quente depois voltamos para a estrada, rumo a Saint-Michel. No museu recebemos um boletim explicativo acerca do porto, o qual vai assim traduzido:
PORTO WINSTON. O modelo da baia que vedes aqui, foi feito em Nova York para o Governo Britânico que o apresentou como uma oferta ao museu. Se se observar a parte de cima, à direita, pode-se ver, pintado em castanho, o desenho de 18 antigos navios mercantes e um cruzador, que serviram durante muitos anos, atravessando a Mancha pelos seus próprios meios, sendo afundados pelas respectivas tripulações nas rochas submersas de Calvados. Desta maneira formaram o primeiro refúgio por trás do qual pequenas unidades puderam descarregar as suas embarcações. Imediatamente depois, os primeiros pontões conhecidos por Fênix começaram a chegar numa media de 15 por dia. Eram feitos de cimento armado e pesavam entre 3.000 e 6.000 toneladas. As suas medidas eram de 220 pés de largura, 60 pés de altura e 52 de profundidade. Atravessaram o canal a uma velocidade média de 4 milhas por hora, sendo movimentadas por três rebocadores, e, uma vez alcançada a posição desejada, foram afundados nos recifes de Calvados. Eram 115 no total, porém, deles restam apenas 40, agora em muito mau estado. Resistiram aos temporais de inverno por mais de 25 anos quando na realidade foram construídos para servir apenas por 18 meses. Uma vez terminados, formaram um molhe de 7 milhas de comprimento e a distância da costa era de uma milha e meia. O próprio porto tinha o tamanho do de Dover e a sua capacidade de tonelagem igualava a de Gibraltar. Ao mesmo tempo que se construia o molhe de fora, estabeleciam-se cabeças de ponte para descarregar os barcos. Estas eram plataformas de aço flutuantes, nas extremidades das quais havia quatro pilares descidos até o fundo do mar ao qual aderiam por pressão, ao mesmo tempo que a plataforma seguia os movimentos das marés. A largura total das 7 cabeças de ponte era de 2.300 pés. Estas encontravam-se unidas à costa por pontões flutuantes feitos de cimento e ligados entre si pelas pontes Bayle; a largura total era de 4.000 pés. Haviam 4 caminhos flutuantes: um para veículos leves, tais como ambulâncias, carros de comando e jeeps; outro para as camionetas que iam às cabeças de ponte; outro era utilizado para o circuito dos veículos carregados e outro para os veículos mais pesados, tais como os tanques, os buldozeres e as gruas. Além destas possibilidades de desembarque havia numerosas barcas, assim 180 Dukws que iam e vinham constantemente entre os barcos e a costa. Às vezes encontravam-se ao mesmo tempo 350 barcos na baia de tal maneira que em 12 de junho (6 dias depois do desembarque) 220.000 homens haviam sido desembarcados, assim como 39.000 veículos de todo tipo, desde os jeeps às cozinhas e tanques de 40 toneladas e ainda 110.000 toneladas de diversos utensílios e bens. Para proteger a baía dos ataques aéreos, foi estabelecida uma formidável defesa de metralhadoras e canhões, não só a toda a extensão da praia, como também nos pontões e barcos. Isto, Senhoras e Senhores, é uma explicação sumária da baia pré-fabricada que, desde o princípio tanto contribuiu, (e foi sem dúvida um dos fatores mais importantes), para a liberação da Europa.



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