terça-feira, 22 de maio de 2012

RUMO À ST. MALO

22/05/2012 - O dia nasceu ensolarado, prenunciando boas novas para nós. Nos despedimos do casal Astruc já com uma ponta de saudades. Registrei o estabelecimento deles com uma foto e nos preparamos para partir.


Mas, para não quebrar a rotina, não consegui ligar o carro pois estava sem bateria. Notei que havia deixado o GPS conectado, o que poderia ser a causa da pane inesperada. Pedimos socorro aos nossos gentis hospedeiros e prontamente o Sr. Astruc veio munido das ferramentas necessárias e a partir do seu automóvel fez a gambiarra com o nosso. Àquelas alturas já tinha chegado por ali uma simpatica senhora, cujo marido tem uma oficina mecânica e prontificou-se a socorrer-nos. Virei o arranque e nada. Foi quando o Sr. Astruc pediu para virar o arranque pisando fundo no pedal da embreagem. Funcionou. Que vergonha! Já não lembrava do detalhe assimilado ainda em Paris. Será o cansaço ou a saudades de casa?

Antes de chegarmos ao nosso destino final (Saint-Malo) pensávamos passar por duas pequenas cidades próximas a Rennes. Porém, o Sr. Astruc nos convenceu a alterarmos o percurso. Segundo ele deveríamos passar por Trehorenteuc, passando pela floresta da lenda de Lancelot e Camelot. Seguimos a orientação e valeu a pena pois acabamos fazendo um passeio diferente dos dias anteriores. Antes de chegarmos à pequena cidade, notamos algumas placas de trânsito escritas em dois idiomas - francês e um outro que depois, no Ofício de Turismo, ficamos sabendo ser o idioma Bretão.


Pegamos todas as informações para o passeio e antes fomos visitar a Capela do Santo Graal, que segundo a pessoa que nos atendeu, tem mais de mil anos.


Ladeando o altar estão quatro pinturas que contam a história dos Cavaleiros da Távola Redonda.


Depois fizemos o passeio pela pela floresta, também conhecido como "Le Val Sans Retour". Do alto, a visão é muito bonita.


Passamos pelo Lago Espelho das Fadas...


...e conhecemos a Árvore de Ouro. No chão, pedras pontudas, como se tivessem sido plantadas.


Alguns quilômetros depois e antes de chegar a Concoret, fomos conhecer a "Chêne à Guillotin", que é uma árvore da família do carvalho à qual se atribui mil anos aproximadamente. Seu diâmetro: 9,65 metros. 


Algumas casas muito, mas muito antigas, feitas de pedra, existem pelo local. São casas típicas do interior da Bretanha. Fotografamos uma delas.


Paramos em Concoret apenas para fazer a foto de uma igreja que achamos muito bonita.


É uma povoação pequena - acho que não tem quinhentos habitantes - mas bem simpático. Resolvemos almoçar por alí. Outra vez tivemos sorte com uma comida estilo caseira. Mas a nota de destaque do restaurante foi o serviço. A cada prato do menu escolhido, eram trocados os pratos e os talheres, com um ritual típico francês. O serviço de mesa podemos classificar como impecável, nota dez! Ficamos impressionados pelo fato de termos encontrado, num lugar tão pequeno, tal qualidade de serviço.

Novamente na estrada passamos pelo Château de Comper, junto ao Centre Arthuriem. É uma propriedade belíssima que tem alguma coisa a ver com a Lenda do Rei Arthur, mas não pudemos obter maiores detalhes já que a visita ficou prejudicada por estar fechado. Na França, geralmente às terças-feiras, os museus não abrem. Paciência. Depois ficamos sabendo que não muito distante dalí acha-se o túmulo do lendário Merlin. Já era tarde. Mais paciência.


Finalmente rumamos para Saint Malo e nos instalamos no Hotel d´Universe, que fica localizado bem junto das muralhas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário