24/05/2012 - Hoje circulamos mais um pouco pela Bretanha. É uma terra de magia, de lendas e de histórias. A influência céltica é muito forte, tanto que no mês de agosto, há muitos festivais celtas. Também o verão é a época das festas medievais. Mas sobretudo, a Bretanha é a terra dos heróis Asterix e Obelix. Não os vimos por aqui, mas com certeza aqui estiveram e aqui deixaram sua marca. Cerca de três quilômetros do centro da pequena Dol-de-Bretagne, num lugar chamado Menhir du Champ Dolent encontramos um menir com 9,30 metros acima do solo e é um dos maiores megalitos da Bretanha.
Na verdade, começamos nossa jornada vistando Dinan, cidade da arte e da história. É uma das mais belas cidades medievais da Bretanha. Antiga cidade de duques, cercada de muralhas imponentes, 75 metros acima do Rio Rance. É o exemplo, por excelência, das casas "pans de bois", uma maneira antiga de construir.
O seu rico patrimônio arquitetônico atrai cerca de 500 mil turistas por ano. A maior concentração de antigas construções situa-se na Rue du Jerzual, que depois de uma grande porta assume o nome de Rue du Petit Fort e acaba no próprio.
Almoçamos num restaurante à beira do rio e depois - lei de causa e efeito - fizemos o caminho de volta, ou seja, morro acima. As pernas aguentaram bem. O fôlego também.
Após uma breve vista ao Musée du Château, o castelo de Dinan e encerramos a nossa visita à cidade.
Fomos conhecer a cidade balneária de Dinard onde permanecemos pouco tempo. Mas dispensamos um tempo para um café reconfortante num estabelecimento à beira-mar. Havia uma bandeira do Brasil e o garçon que nos atendeu, um francês, falava nossa língua eis que é casado com uma brasileira de Cascavel, no Paraná. Como curiosidade, ele nos disse que éramos o segundo casal de brasileiros a entrar naquele bar no dia de hoje.
Já que o sol se põe por volta das 22,00 horas, decidimos visitar Dol-de-Bretagne. Não tínhamos colocado a cidade no nosso roteiro e a decisão de visitá-la foi uma das melhores coisas da viagem. A história de Dol-de-Bretagne remonta ao Século VI. Durante três século foi a capital religiosa da Bretanha, rivalizando com a metrópole francesa de Tours. Mas também foi alvo de ataques e pilhagens, notadamente por Guilherme, o Conquistador, no ano de 1.064, epopéia relatada na Tapeçaria de Bayeux. O bispado de Dol-de-Bretagne foi suprimido já no início da Revolução Francesa. Passeamos por uma rua de casario da idade média, bem menor daquela de Dinan, mas também muito bonita.
Só não deu tempo para visitar a exposição fotográfica Médiévalys, les secrets des cathédrales. A exposição fica aberta até as 18,00 horas. Chegamos antes, mas mesmo assim já não vendiam os ingressos. Paciência.
Fizemos uma foto da magnífica catedral, aproveitando a excelente luminosidade.
Mas a recompensa mesmo ficou por conta do menir citado ao início desta postagem.
De volta a Saint-Malo, preparamos as malas para a próxima etapa. Antes, da janela do nosso quarto, registrei o Château onde fica o museu, todo iluminado.















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